DESASTRES/REDUÇÃO DE DANOS
Redução de danos
Conheça os cuidados que devem ser tomados para evitar os danos à saúde que podem ocorrer em desastres.
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FAÇA SUA PARTE

Quando você se encontra em uma situação de desastre, é possível e necessário reduzir os riscos à sua saúde. Logo abaixo você encontra maneiras de fazê-lo nas circunstâncias de desastres mais frequentes no Brasil.

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Tratamento de Água
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Cuidados com Alimentos
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Cuidados em Abrigos
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Prevenção de Doenças
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Convívio Social e
Auto Cuidado
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Tratamento de Água
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Nas situações de desastres, algumas doenças podem se propagar facilmente em decorrência da contaminação da água e dos alimentos.
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Veja instruções para tratar a água utilizada para beber no próprio domicílio:
1 - Filtrar ou coar a água
Filtre a água utilizando filtro doméstico. Caso não seja possível pode-se utilizar coador de papel ou pano limpo
1.1 - Na impossibilidade de filtrar ou coar,
decante a água
Reserve ou coloque a água em um vasilhame limpo e deixe a sujeira decantar (descer até o fundo do vasilhame) até que a água fique transparente.
Em seguida, separe com cuidado a água limpa, coloque em outra vasilha limpa e realize a desinfecção com solução de hipoclorito de sódio a 2,5%.
2 - Desinfectar com solução de hipoclorito de sódio a 2,5%
Coloque duas gotas da solução de hipoclorito de sódio a 2,5% para um litro de água .
Isso inativa/elimina microrganismos que causam doenças.
Aguarde 30 minutos para beber a água.
Tempo necessário para o hipoclorito eliminar os microrganismos presentes na água.
2.1 - Na falta da solução de hipoclorito de sódio a 2,5%,
ferva a água
Após filtrar a água segundo as instruções do primeiro item, ferva-a durante 5 minutos.
Marque os 5 minutos, após o início da fervura/ebulição.
ATENÇÃO
Caso observe alguma alteração na água da torneira (como odor e/ou coloração diferente do habitual) entre em contato com a empresa
de saneamento responsável pela distribuição da água e/ou a secretaria de saúde do seu município.
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Cuidados com Alimentos
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Durante uma de enchente e depois dela é possível que os alimentos não estejam em condições adequadas para serem consumidos, exigindo-se procedimentos básicos para garantir sua qualidade.
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Alimentos contaminados podem causar diarreias, vômitos, febre e, em casos mais graves, levar à morte.
Não consumir:
Alimentos com cheiro, cor ou
aspecto fora do normal
Úmido, mofado ou murcho
Todo alimento que ficou submerso ou umedecido não deve ser consumido.
independentemente de apresentar alterações de aparência e cheiro.
Frutas, verduras e legumes que entraram em contato com
a água da enchente devem ser descartados
Mesmo os alimentos embalados com plásticos (garrafas PET, saco de leite, grãos ensacados) e não abertos, mas que tiveram contato com água de enchente, devem ser descartados
As latas que estiverem amassadas, enferrujadas ou semiabertas
devem ser inutilizadas.
Alimentos que podem ser reaproveitados após contato com água da enchente:
Alimentos industrializados e embalados em vidro, lata, a vácuo e em caixa tipo “longa vida”, que se encontram fechados e sem sinais de alteração, podem ser consumidos se suas embalagens forem higienizadas com solução clorada.
Mesmo que tenham entrado em contato com a água da enchente.
A higienização das embalagens deve ser feita da seguinte forma:
Lavar as embalagens com água e sabão
Úmido, mofado ou murcho
Enxaguar
Colocar em solução clorada: 2 colheres (de sopa) de hipoclorito de sódio (2,5%) ou de água sanitária (2,0% ou 2,5%) para cada 1 litro de água
Deixar agir por 15 minutos e lavar com água potável
Quando não houver geladeira, deve-se preparar somente a quantidade
de alimento a ser consumida. Esses alimentos devem ser
consumidos em até 2 horas, se mantidos em temperatura ambiente.
Alimentos que não devem ser aceitos como doações:
a) restos de comida;
b) leite e derivados não pasteurizados;
c) alimentos alterados ou deteriorados;
d) alimentos que não tenham sido armazenados a uma temperatura inferior a 4°C ou acima de ou 70ºC;
e) ingredientes que não foram armazenados de acordo com as instruções do fabricante;
f) alimentos contaminados quimicamente ou fisicamente;
g) alimentos com validade vencida
ATENÇÃO!
Em caso de dúvida,
jogue fora!
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Higiene em abrigos
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Banheiros de abrigos
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Higiene e organização
O banheiro deve estar sempre higienizado e organizado, com papel higiênico, lixeira, sabonete e álcool a 70% (veja como fazer a diluição).
Caso a água apresente odor e/ou coloração diferente da habitual, utilize-a somente para a descarga do vaso sanitário.
Neste caso, a pia de lavagem das mãos deve ser interditada.
A retirada do lixo, limpeza do local, reposição de papel higiênico, sabonete e álcool a 70% devem ocorrer, no máximo, a cada 3 horas.
A limpeza do local deverá seguir os seguintes procedimentos:
Dilua 2 xícaras de chá (400 ml) de água sanitária (2,0% ou 2,5%) em 20 litros de água.
Utilize pano para cada local a ser limpo: pia, vaso sanitário e piso.
Umedeça esses panos na solução desinfetante.
Limpe cada local abundantemente.
Deixe secar naturalmente.
Deixe secar naturalmente.
Mãos limpas salvam vidas!
Depois de uma enchente, é difícil manter a higiene completa, porque água limpa nem sempre está disponível.
O que fazer para manter as mãos limpas?
Higienizar as mãos com frequência com água limpa e sabão e, em seguida, aplicar álcool a 70%
Caso não haja água limpa e sabão disponíveis, você pode utilizar somente álcool a 70%
Quando lavar as mãos?
ANTES DE
• manusear objetos sujos;
• preparar os alimentos;
• comer;
• amamentar;
• tocar numa pessoa doente.
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DEPOIS DE
• tocar em animais;
• ir ao banheiro;
• trocar fraldas;
• assoar o nariz, espirrar, tossir
• tocar em alimentos crus;
• tocar no lixo;
• tocar em objetos que tenham estado em contado com água da enchente;
• entrar em contato com a água da enchente;
• tocar em uma pessoa doente;
• tocar em feridas.
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Prevenção de Doenças
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Tétano acidental
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Tétano é uma doença grave causada por uma bactéria que pode estar presente em objetos de metal, de madeira, de vidro ou mesmo no solo (pregos, latas, ferramentas agrícolas, cacos de vidro, galho de árvore, espinhos, pedaços de móveis e outros). A bactéria pode estar presente em objetos de metal mesmo que esses não estejam enferrujados.
O contato com entulhos da construção civil, atividades agrícolas, destroços resultantes de inundações, deslizamentos, vendavais, granizos e outros podem provocar lesões (ferimentos, cortes, perfurações) na pele e consequentemente o adoecimento por tétano acidental.
Quais os principais sinais e sintomas da doença?
Febre baixa ou ausência.
Dificuldade de engolir o alimento.
Insuficiência respiratória
Alterações neurológicas.
Alterações locais do ferimento da pele e mucosas.
Contrações espontâneas ou provocadas por estímulos táteis, sonoros, luminosos ou alta temperatura ambiente.
Espasmos musculares
Faciais (riso sardônico), do pescoço (rigidez de nuca), do maxilar, atingindo os músculos de abdômen (em tábua, barriga dura).
O que fazer quando se acidentar e tiver uma lesão na pele?
A pessoa deve lavar o local com água e sabão e procurar o serviço de saúde mais próximo para avaliar a necessidade de utilização de vacina ou soro.
Caso apresente um dos sinais e sintomas característicos da doença procure com urgência a unidade ou equipe de saúde mais próxima.
Lembre-se de falar ao médico como ocorreu e o que causou a lesão.
Como se proteger e se prevenir?
A melhor forma de prevenção e proteção da doença é por meio da vacinação e utilização de equipamentos de proteção individual (botas, luvas, capacetes etc.).
Quando se vacinar?
O esquema vacinal completo recomendado pelo Ministério da Saúde é de 3 doses administradas no primeiro ano de vida com reforços aos 15 meses e 4 anos de idade.
A partir dessa idade, um reforço a cada dez anos após a última dose administrada.
Em caso  de  ferimentos  graves ou gestação, deve-se antecipar  a  dose de reforço caso a  última  dose  tenha  sido  há mais  de  5 anos.
A vacina está disponível em toda a rede do Sistema Único de Saúde (SUS).
Você tem dúvida se está vacinado?

Caso você não se lembre de que foi vacinado, ou caso possua outras dúvidas, procure o serviço ou a equipe de saúde mais próximo, levando seu cartão de vacinação. Caso não possua esse cartão, informe ao profissional de saúde para que receba a orientação adequada.
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Doenças infecciosas respiratórias
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Entre as doenças transmissíveis relacionadas a desastres estão as que são transmitidas de pessoa a pessoa, como gripe, sarampo, meningite e tuberculose.
Recomendações:
Manter os ambientes limpos e ventilados
Sempre que tossir ou espirrar, proteja a boca e o nariz com um lenço de papel.
Caso não tenha lenço de papel, use a dobra interna do cotovelo.
Evite tocar os olhos, nariz ou boca com as mãos após contato com superfícies.
Lavar as mãos, com água e sabão, principalmente depois de:
. Tossir ou espirrar.
. Após usar o banheiro.
. Antes das refeições.
. Antes de tocar os olhos, boca e nariz.
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Observar para que os quartos ou dormitórios tenham as seguintes condições:
. Boa ventilação em todos os lugares.
. Caso tenha algum sistema de refrigeração de ar, deixá-lo com a máxima entrada de ar fresco, bem como manter o sistema com limpeza adequada e realizar a manutenção periódica das redes de filtros.
. Estabelecer um plano de limpeza e desinfecção diária de todas as superfícies de mobílias, corrimãos, puxadores de porta e outros equipamentos. Após a limpeza e desinfecção, secar completamente todas as superfícies.
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Acidentes por animais peçonhentos
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Assim como os seres humanos em situações de alagamentos, os animais passam a procurar abrigo em locais secos. Alguns animais peçonhentos (como serpentes, aranhas e escorpiões) podem adentrar residências, aumentando, assim, os riscos de acidentes.
Ao retornarem às suas moradias, tenham atenção à presença desses animais. Este aviso vale principalmente para a população que mora nas proximidades de áreas verdes e com matagais, cuja atenção deve ser redobrada.
Cuidados com animais peçonhentos:
Evite contato com a água, mas caso seja necessário, esteja atento, pois as serpentes podem estar se deslocando em busca de terra seca.
Nas regiões de rios aumentam os riscos de acidentes com animais peçonhentos
Ao voltar para casa, entre com cuidado, inspecionando todos os lugares, verificando a presença de animais peçonhentos.
Sacuda roupas, sapatos, toalhas, lençóis e bata os colchões antes do uso.
NÃO coloque as mãos em
buracos ou frestas. Utilize ferramentas para mexer em móveis.
Como enxadas, cabos de vassoura e pedaços de madeira compridos.
NÃO ande descalço!
Limpe o interior e os arredores da casa tomando sempre o cuidado de utilizar botas ou calçados rígidos, com perneira, tendo a certeza de proteção pelo menos até o joelho.
Durante a limpeza, tome cuidado ao tocar ou pegar qualquer objeto.
Fique atento(a)para a presença de serpentes, escorpiões, aranhas e outros animais peçonhentos nas superfícies ou nos cantos.
Caso detecte a presença de algum animal peçonhento dentro de sua residência, afaste-se lentamente (sem assustá-lo) e entre em contato com a autoridade competente.
Não toque em animais peçonhentos, nem nos que pareçam estarem mortos.
LEMBRE-SE:
serpentes, aranhas e escorpiões podem estar em qualquer parte da casa, principalmente em lugares escuros.
Cuidados em caso de acidentes
Em caso de acidente com animal peçonhento, procure atendimento médico imediatamente na unidade de saúde mais próxima.
Mantenha o acidentado em repouso, deitado e com o membro acometido elevado em relação ao resto do corpo, enquanto aguarda por socorro.
A vítima deve evitar correr ou se locomover por meios próprios.
Sacuda roupas, sapatos, toalhas, lençóis e bata os colchões antes do uso.
Caso seja possível, e não atrase a ida do acidentado à Unidade de Saúde, lave o local do acidente com água e sabão, apenas.
Mantenha o acidentado em repouso, deitado e com o membro acometido elevado em relação ao resto do corpo, enquanto aguarda por socorro.
A vítima deve evitar correr ou se locomover por meios próprios.
Não tente sugar o local com a boca para extrair o veneno ou amarrar o membro acidentado. Não aplique algum tipo de substância (como álcool, pó de café, ervas, terra, querosene ou urina) no local da ferida.
Tais procedimentos não têm efeito sobre o veneno e só aumentam o risco de infecções.
Procure atentar para a cor e o tamanho do animal causador, pois suas características podem auxiliar no diagnóstico e no tratamento do agravo
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Leptospirose
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A leptospirose é uma doença causada por uma bactéria presente na urina do rato que, normalmente, se espalha pela água suja de enchentes e esgotos. As pessoas podem ficar doentes quando entram em contato com água ou lama contaminada pela urina de roedores (ratazanas, ratos de telhado e camundongos).
A bactéria entra na pele, com ou sem ferimentos, quando em contato com água contaminada.
Como se prevenir da doença?
Evite o contato com água ou lama de enchentes ou esgotos. Impeça que crianças nadem ou brinquem nestes locais, que podem estar contaminados pela urina dos ratos.
Após as águas baixarem, será necessário retirar a lama e desinfetar o local.
Sempre se protegendo.
Deve-se lavar pisos, paredes e bancadas, desinfetando com água sanitária, na proporção de 2 xícaras das de chá (400ml) desse produto para um balde de 20 litros de água.
Deixe agir por 15 minutos.
Tenha cuidado com os alimentos que tiveram contato com água de enchente.
Alguns devem ser jogados fora, outros precisam de tratamento especial nestas situações. (veja acima cuidados com alimentos)
É importante limpar e desinfetar a caixa d’água
Medidas práticas para evitar a presença de roedores
Manter os alimentos guardados em recipientes bem fechados e à prova de roedores em locais elevados do solo.
Potes de vidro, latas de alumínio.
Retirar as sobras de alimento ou ração de animais domésticos antes do anoitecer e manter limpos os vasilhames de alimentação, evitando restos alimentares.
Restos alimentares atraem roedores.
Manter os terrenos baldios e as margens de córregos limpos e capinados.
Não jogar lixo nesses locais.
Evitar entulhos e acúmulo de objetos nos quintais, como telhas, madeiras e materiais de construção
Servirão de abrigo ao roedor.
Acondicionar o lixo em sacos plásticos ou em latões de metal com tampa, armazenando-o em locais altos até que seja coletado.
Colocar o lixo pouco antes da coleta realizada pelo Serviço de Limpeza Urbana.
Fechar buracos e vãos nas paredes e rodapés para evitar a entrada de roedores nas casas. Manter ralos e vasos sanitários tampados com tampa pesada.
ATENÇÃO

Se, apesar dessas orientações, você apresentar febre, dor de cabeça e dores no corpo até 40 dias depois de ter entrado em contato com as águas da enchente ou do esgoto, procure imediatamente o Centro de Saúde mais próximo. Não se esqueça de contar ao médico o seu contato com água ou lama de enchente.
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Convívio Social e Auto Cuidado
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Medo, desconfiança, tristeza, angústia, incerteza, dificuldade para dormir, irritabilidade, falta de concentração, falta ou excesso de apetite e crises de choro são reações normais nas pessoas atingidas por desastres.
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Por isso, alguns cuidados são fundamentais para ajudar as pessoas atingidas por desastre a enfrentar esse momento tão difícil.
Algumas orientações para facilitar o convívio em ambiente coletivo
Desabafe com uma pessoa de sua confiança; conte o que sente e também escute os problemas dela.
Solidariedade e apoio mútuos são formas de enfrentar o problema.
Realize atividades com seus vizinhos para se apoiarem mutuamente e superar os problemas gerados pelo desastre
Use somente medicamentos recomendados pelo médico. Não se automedique.
Evite tomar medicamentos para nervos por conta própria.
Não beba álcool ou use outras drogas para driblar a situação ou para “se sentir melhor”.
Use preservativos nas relações sexuais.
Contribua com as atividades de limpeza e manutenção do abrigo, responsabilizando-se pelo bem-estar de todos.
Promova a liderança positiva
Participe das tarefas que impliquem compromisso grupal e individual.
Como cuidar de crianças menores.
Forme grupos de conversa para possibilitar a expressão de seus sentimentos em relação à situação.
Desencoraje condutas impensadas que levem à violência.
Respeite o espaço do outro, mesmo vivendo em ambiente coletivo.
Organize atividades esportivas e culturais.
Cuidados com as crianças
Em situação de desastre, muitas vezes, as crianças não expressam com facilidade o que sentem; por isso, é muito importante escutá-las, dar-lhes carinho, segurança e brincar com elas.
Organize atividades de recreação e esportivas, de acordo com a idade das crianças abrigadas.
Estimule as crianças a se expressem por meio de desenhos, relatos e redações, contando a experiência vivida.
Respeite o tempo que cada criança precisa para expressar seus sentimentos.
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